sexta-feira, 4 de maio de 2012

A Morte


Há alguns dias meu amigo devolveu o irmão para Deus, uma morte repentina, não deu a ele tempo tempo de se despedir, como se houvesse despedida possível que tornasse a dor menor.


Ao imaginar a dor dele, fiquei pensando na cumplicidade que há entre irmãos, no que é dividir um colo, um quarto, muitas vezes até as roupas que passam de um para o outro, na maioria das casas.
 

Pude vê-lo em suas artes, entre machucados comuns nas crianças felizes que vivem e que tem o direito a um quintal, uma árvore e até uma turma na rua, ou na escola.


Rezei por ele, pude ver em sua dor, cada um dos meus irmãos queridos, cada um com sua história, com suas vitórias, e até os momentos em que a vida nos deixou derrotados, ainda érramos vencedores, pois tinhamos parceiros que nos ouviriam e enxugariam nossas lágrimas, ainda teríamos o companherismo que é estar nos braços e nos laços de quem nos ama.
 
São várias histórias que se construíram na mesma casa e cada uma tão intensa quanto a outra, nenhuma menor que a outra.

 As vezes eu falo brincando que a intimidade é um infermo, e que a gente quando tem intimidade  coloca o outro em cada enrrascada, que os estranhos jamais os fariam passar, mas a intimidade não é o inferno a intimidade é o céu.

A intimidade é poder ficar em silêncio e mesmo assim ser compreendido.

A intimidade é parte da irmandande e por mais que as estradas sigam para caminhos diversos elas sempre estarão sob olhos atentos de quem se quer bem.

Meu amigo teve que se despedir do amigo que nasceu na mesma casa, mas a cumpricidade vai ficar como uma marca de nascença, até que Deus permita um novo encontro e eles vão brincar como meninos nos quintais do pai celestial.

Nenhum comentário:

Postar um comentário